Você está visualizando América do Sul

Seleção de enzimas na panificação: como otimizar o desenvolvimento de produtos

A seleção correta de enzimas é um dos fatores mais estratégicos no desenvolvimento de produtos de panificação. Além de impactar diretamente a qualidade sensorial dos pães, as enzimas desempenham um papel fundamental na eficiência dos processos, na padronização da produção e na extensão do shelf-life.

Neste artigo, abordamos como as enzimas atuam na panificação, os desafios envolvidos na escolha da solução ideal e a importância de considerar formulação e processo para maximizar seu desempenho.

Enzimas - 1

Uso de enzimas na indústria de panificação

O uso de enzimas na panificação é amplamente consolidado devido aos inúmeros benefícios que proporcionam ao produto final e ao processo produtivo. Entre os principais ganhos estão:

  • Maior maciez e volume dos pães
  • Melhoria da coloração da crosta
  • Redução ou eliminação de determinados aditivos
  • Correção de variações na qualidade da farinha
  • Otimização do tempo de fermentação
  • Melhora da maquinabilidade e da manipulação da massa

Sem o uso adequado de enzimas, muitos dos produtos consumidos diariamente apresentariam desempenho inferior, impactando negativamente a experiência do consumidor, cada vez mais exigente quanto à qualidade, frescor e indulgência.

 

A complexidade na seleção da enzima certa

Cada desafio tecnológico direciona a escolha para um tipo específico de enzima ou, na maioria dos casos, para uma combinação delas.

As amilases, por exemplo, são amplamente utilizadas quando o objetivo é melhorar maciez, volume e coloração dos pães. Elas pertencem à família das hidrolases e atuam na quebra das ligações do amido por meio de reações de hidrólise.

No entanto, a conversão eficiente do amido não depende de uma única enzima. Esse processo envolve a atuação coordenada de diferentes tipos de amilases, como:

  • Alfa-amilases fúngicas e bacterianas
  • Beta-amilases
  • Amilases maltogênicas
  • Pululanases
  • Amiloglucosidases
  • Alfa-glucosidases

Além disso, existem enzimas que não promovem a quebra do amido, mas sim o rearranjo de sua estrutura, como a ciclodextrina glicosiltransferase, ampliando ainda mais as possibilidades tecnológicas.

Diante de tantas opções dentro de uma mesma família enzimática, a seleção inadequada pode tornar o desenvolvimento do produto mais longo, complexo e oneroso. Por isso, um plano experimental eficiente deve começar com o entendimento profundo do mecanismo de ação de cada enzima e sua correlação direta com o desafio a ser resolvido.

 

Influência da formulação na atividade enzimática

A formulação exerce influência direta sobre o desempenho das enzimas. Ingredientes como farinha, açúcares, gorduras, fibras e aditivos afetam a disponibilidade de substratos e a eficiência da reação enzimática.

Alguns pontos críticos a serem avaliados incluem:

  • Proporção e especificação das matérias-primas
  • Disponibilidade do substrato-alvo da enzima
  • Ingredientes que potencializam ou inibem a atividade enzimática

Quando o balanceamento da formulação não é adequado, a ação da enzima pode ser limitada, comprometendo os resultados esperados. Por isso, analisar a interação entre todos os componentes da fórmula é essencial para um desenvolvimento bem-sucedido.

 

Impacto do processo na performance das enzimas

Além da formulação, o processo produtivo é determinante para a eficácia das enzimas. Parâmetros como:

  • Tempo de batimento
  • Temperatura
  • Atividade de água
  • pH da massa
  • Tempo de fermentação

precisam ser cuidadosamente monitorados e padronizados. Cada enzima possui faixas específicas de atividade e pode sofrer redução de desempenho ou até inativação completa quando exposta a condições inadequadas.

O controle rigoroso desses parâmetros garante a preservação da funcionalidade enzimática e maximiza os benefícios tecnológicos ao longo do processo.

 

Cada aplicação é única

Cada indústria possui formulações, matérias-primas e processos próprios. Por isso, é natural que uma solução enzimática altamente eficiente para um produtor não apresente o mesmo desempenho em outro.

Compreender profundamente a interação entre enzimas, formulação e processo é fundamental para garantir uma aplicação eficiente, evitar custos desnecessários e acelerar o desenvolvimento de produtos de alta qualidade.

 

Soluções completas para shelf-life de pães

A Kemin é especialista no desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria de panificação, atuando de forma integrada com enzimas, antioxidantes, conservantes e aromatizantes.

Projetos voltados à extensão do shelf-life exigem equilíbrio entre:

  • Manutenção da maciez
  • Estabilidade microbiológica
  • Proteção oxidativa

Contar com o suporte técnico de um fornecedor que domina a bioquímica por trás da degradação dos alimentos permite acelerar o desenvolvimento de produtos, garantindo qualidade, desempenho tecnológico e alinhamento às demandas por saudabilidade e eficiência industrial.

 

Conclusão

A seleção correta de enzimas, aliada ao controle da formulação e do processo, é decisiva para o sucesso em panificação moderna. Contar com parceiros técnicos especializados acelera o desenvolvimento e reduz riscos industriais.