May 20,2019

Modernidade Alimentar

As transformações nos hábitos de consumo de alimentos

Estudado pela antropologia, sociologia, nutrição e outros campos de conhecimento, o conceito de modernidade alimentar diz respeito às mudanças sociais, econômicas e culturais que influenciaram a nutrição do ser humano ao longo do tempo. Isso envolve o consumo de alimentos dentro e fora de casa, além de todos os canais de produção e distribuição que tornam possível tal consumo.

Nesse contexto, uma série de alterações tomaram forma e curso nos últimos anos, e continuam em movimento até hoje, provocando mudanças e imprimindo transformações no padrão alimentar da sociedade.

 

Mudanças sociais, de tradições e econômicas

As refeições feitas em família, os horários e o tempo de almoço, por exemplo, foram diretamente impactados pelas mudanças da modernidade. As distâncias entre o local de trabalho e a casa trouxeram os lanches rápidos como substitutos de almoços ou jantares. Estudos indicam que as refeições feitas fora de casa são as responsáveis por grande parte da ingestão de alimentos inadequados nutricionalmente.

Outra mudança substancial na sociedade moderna foi a entrada das mulheres no mercado de trabalho. Antes, a alimentação de uma família era praticamente obrigação exclusiva das mulheres. Hoje, com as mulheres inseridas no mercado de trabalho, cada vez mais os homens precisam se informar, fazer compras e equilibrar suas dietas.

A ampliação do consumo de alimentos ready-to-eat (RTE) soma-se a esses fatores pois, com rotinas carentes de tempo, a busca por alimentos que não demandam tempo para o preparo e cocção aumentou significativamente. Disso emerge outro aspecto extremamente relevante da modernidade alimentar: o excesso de oferta e opções de produtos.

As mudanças referentes à importação e exportação de alimentos foram responsáveis pelo intercâmbio mundial de produtos alimentícios. Ingredientes que até então eram exóticos ou raros se tornaram acessíveis e foram introduzidos nos mais diversos sistemas culinários.

A preocupação sócio-ambiental também faz parte do debate da modernidade alimentar, pois  estabelece reflexões acerca do vínculo entre a produção e consumo do alimento, indicando riscos, crises alimentares e problemas de demandas no meio ambiente.

 

Alterações indigestas

Os avanços tecnológicos da indústria alimentícia e a engenharia genética viabilizaram a alimentação em larga escala, que precisava ser capaz de atender as massas. Tais melhorias no contexto moderno deveriam oferecer, além de mais oferta, um incremento nutricional, contribuindo para a qualidade de vida e longevidade.

Porém, a diversidade de alimentos industrializados e processados passaram a conter teores mais altos de sódio, açúcares, calorias e aditivos químicos. Por isso, apesar da praticidade, uma parcela das pessoas passou a sentir falta de identificação com o alimento ingerido.

Uma das necessidades notadas no ser humano contemporâneo no processo de alimentação é justamente a identificação. É preciso reconhecer a origem para dar significado ao alimento, e certos produtos não trazem identidade. Surge, então, o que pode ser uma volta às formas de alimentação mais naturais.

 

O caminho de volta 

É possível observar, atualmente, uma forte tendência pela busca por conceitos de pureza, origem e garantia pelo consumidor, no momento da escolha de alimentos. Apesar de ainda ser evidente a necessidade das pessoas em fazer refeições fora de casa, por exemplo, a comida caseira ou natural voltou a ser valorizada.

Tal tendência pode ser entendida, entre outros aspectos, pela ressignificação de identidade gastronômica, trazendo uma abordagem mais compreensiva sobre a alimentação. Também a epidemiologia nutricional tem se aprimorado em medir os nutrientes contidos em alimentos, bem como componentes relacionado às doenças crônicas, colocando a alimentação no âmbito de prática preventiva e prescritiva para doenças.

Em prol de uma melhor qualidade de vida, bem-estar e saúde, muito se avançou na construção do conhecimento da ciência nutricional. As escolhas passam a ser, cada vez mais, por alimentos mais saudáveis. Toda a rede de produção alimentícia já sente os impactos desse novo caminho alimentar e deve, o quanto antes, proceder com as adequações e mudanças necessárias, acompanhando essa tendência.

 

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