Você está visualizando América Latina

2310794053

Por que a luteína é importante durante a amamentação?

Principais conclusões

  • O leite materno contém naturalmente luteína, um dos carotenoides mais abundantes fornecidos aos bebês nos primeiros estágios da vida.
  • A transferência de luteína começa antes do nascimento, com as reservas maternas contribuindo para o desenvolvimento fetal durante a gestação.
  • Durante a amamentação, a alimentação materna influencia a disponibilidade de luteína no leite materno e, consequentemente, sua oferta ao bebê.
  • A luteína acumula-se seletivamente nos olhos e no cérebro, dois órgãos que passam por rápido desenvolvimento durante a infância.
  • Pesquisas emergentes continuam destacando a importância da luteína na nutrição materna e infantil.

Compreendendo o papel da luteína no desenvolvimento infantil precoce

Os primeiros 1.000 dias de vida, desde a concepção até o segundo aniversário da criança, são reconhecidos como uma janela única de crescimento acelerado, durante a qual a nutrição desempenha um papel fundamental e são estabelecidas as bases para a saúde ao longo da vida ¹.

A nutrição materna desempenha um papel essencial, pois o bebê em desenvolvimento depende quase totalmente da mãe para obter os nutrientes necessários para sustentar esse crescimento. Um dos pilares para a promoção da saúde nos primeiros 1.000 dias é o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, conforme recomendado pela OMS e pelo UNICEF².

Além de fornecer nutrientes essenciais, o leite materno contémuma combinação única de nutrientes e compostos bioativos que contribuem para o crescimento e o desenvolvimento do bebê nos estágios iniciais da vida.

Tradicionalmente, a nutrição materna tem se concentrado em macro e micronutrientes essenciais. Mais recentemente, pesquisadores passaram a investigar o papel dos bioativos alimentares, compostos naturalmente presentes nos alimentos que podem exercer funções importantes além do fornecimento de nutrientes essenciais e da prevenção de deficiências nutricionais. 

Entre esses bioativos, a luteína surgiu como um nutriente de crescente interesse científico.

Pesquisas mostram que a luteína começa a se acumular no bebê ainda durante a gestação e continua sendo fornecida após o nascimento por meio do leite materno.

À medida que os cientistas compreendem melhor a importância da nutrição nos primeiros estágios da vida, entender a relação entre amamentação e luteína pode ajudar profissionais de saúde, pais e desenvolvedores de produtos a tomar decisões mais informadas sobre a nutrição materna e infantil.


Lutein Baby protect

Como a luteína é transferida da mãe para o bebê?

A luteína é um carotenoide obtido pela alimentação e encontrado naturalmente em vegetais de folhas verdes, milho, ovos e outros alimentos, muitas vezes juntamente com seu isômero zeaxantina. Diferentemente de alguns nutrientes, o organismo não consegue produzir luteína por conta própria, sendo necessário obtê-la por meio da alimentação ou suplementação³⁻⁵.

 A transferência de luteína da mãe para o bebê começa durante a gestação, quando a luteína presente na circulação materna atravessa a placenta e alcança o feto em desenvolvimento. Dessa forma, o estado nutricional materno contribui para a exposição do bebê à luteína ainda antes do nascimento⁵˒⁹.

Após o parto, essa conexão nutricional continua por meio da amamentação. O colostro, primeiro leite produzido pela mãe, é rico em carotenoides, que lhe conferem sua característica coloração amarelada. A luteína está presente no leite materno durante todo o período de amamentação. Além disso, devido à estrutura única dos glóbulos de gordura do leite e à presença de enzimas naturais, o leite materno pode favorecer sua biodisponibilidade⁷.

Essa transferência é especialmente importante porque os bebês dispõem de poucas fontes alimentares de luteína nos primeiros meses de vida, tornando o leite materno uma fonte primária desse carotenoide. Como as concentrações de luteína no plasma materno e no leite materno refletem diretamente a ingestão da mãe¹¹, sua alimentação desempenha um papel fundamental na quantidade de luteína disponibilizada ao bebê. 

Pesquisas de consumo alimentar indicam que a ingestão de luteína entre mulheres em idade fértil, incluindo gestantes e lactantes, frequentemente está abaixo dos níveis encontrados em dietas ricas em frutas e vegetais. Nos Estados Unidos, a ingestão média costuma ficar em torno de 1 a 2 mg por dia⁵⁻⁸.

2645979765

Por que o leite materno contém luteína?

Os primeiros 1.000 dias de vida representam um período particularmente importante para o desenvolvimento dos olhos e do cérebro. O sistema visual começa a se formar no início da gestação e continua amadurecendo ao longo da infância, enquanto o cérebro humano passa por um crescimento acelerado a partir da metade da gravidez e durante os primeiros anos após o nascimento.

O desenvolvimento dos sistemas visual e cognitivo é fundamental para a interação dos bebês com o mundo ao seu redor, contribuindo para o aprendizado e a funcionalidade ao longo da vida.

Pesquisas demonstraram que a luteína se acumula seletivamente em dois dos tecidos mais metabolicamente ativos do organismo: os olhos e o cérebro. De fato, a luteína é o carotenoide predominante encontrado no cérebro e na retina, tanto de bebês quanto de adultos⁵.

Os pesquisadores acreditam que a presença da luteína no leite materno e nos tecidos neurais em desenvolvimento reflete um importante papel biológico durante períodos de rápido desenvolvimento neurológico e visual. 

Estudos têm investigado a relação entre a ingestão materna de luteína durante a gestação e a amamentação e diferentes marcadores relacionados ao desenvolvimento visual e cognitivo infantil.

A suplementação materna com luteína durante a gestação demonstrou melhorar os níveis de carotenoides no plasma, na retina e na pele da mãe e do recém-nascido, além de apresentarem evidências iniciais relacionadas ao desenvolvimento ocular infantil, incluindo a maturação da fóvea³˒⁴.

Além disso, mulheres em período de amamentação que receberam suplementação de luteína apresentaram aumentos substanciais nas concentrações de luteína no soro e no leite materno, acompanhados por aumentos significativos nos níveis plasmáticos de luteína dos bebês. Esses resultados demonstram que a suplementação materna pode aumentar a exposição do bebê à luteína durante a amamentação¹⁰.

Firefly_Icone_luteins_PT_v4_alinhado

A amamentação desempenha um papel essencial no fornecimento de nutrientes que apoiam o crescimento infantil, incluindo a luteína. Desde sua transferência durante a gestação até sua presença contínua no leite materno, a luteína está estrategicamente posicionada para apoiar períodos de rápido desenvolvimento ocular e cerebral.

À medida que a compreensão científica sobre a nutrição nos primeiros estágios da vida evolui, evidências cada vez mais robustas continuam destacando a importância da luteína para a saúde materna e infantil.

A importância de estabelecer níveis adequados de luteína desde cedo também é reforçada por evidências consistentes que associam uma maior ingestão desse carotenoide, por meio da alimentação ou suplementação, à função visual e cognitiva ao longo da vida. Isso sugere que fornecer luteína durante os primeiros 1.000 dias pode contribuir com elementos essenciais para o desenvolvimento futuro e a saúde ao longo de toda a vida.

Para fabricantes que desenvolvem soluções nutricionais pré-natais, pós-natais e infantis, essas descobertas oferecem novas oportunidades para suprir lacunas nutricionais e apoiar o bem-estar de mães e bebês. 

Explore a ciência por trás da luteína FloraGLO® na nutrição dos primeiros anos de vida

As pesquisas científicas continuam investigando o papel da luteína durante a gravidez, a amamentação e o desenvolvimento infantil. Explore as evidências mais recentes e descubra por que esse carotenoide tem recebido atenção crescente de pesquisadores e desenvolvedores de produtos em todo o mundo.


Inscreva-se no nosso blog

Referências

1.      Beluska-Turkan K, et al. Nutritional Gaps and Supplementation in the First 1000 Days. Nutrients. 2019,11(12):2891

2.      Indrio F, et al. The Key 1000 Life-Changing Days. Global Pediatrics. 2023 ; 4:100049.

3.      Addo Emmanuel K, et al. Systemic Effects of Prenatal Carotenoid Supplementation in the Mother and Her Child: The Lutein and Zeaxanthin in Pregnancy (L-ZIP) Randomized Trial–Report Number 1. J Nutr. 2023; 153(8):2205. doi:10.1016/j.tjnut.2023.05.024

4.      Addo Emmanuel K, et al. Ocular Effects of Prenatal Carotenoid Supplementation in the Mother and Her Child: The Lutein and Zeaxanthin in Pregnancy (L-ZIP) Randomized Trial–Report Number 2. Ophthalmol Sci. 2024; 4(5):100537. doi:10.1016/j.xops.2024.100537.

5.     Gazzolo D, et al. Early Pediatric Benefit of Lutein for Maturing Eyes and Brain—An Overview. Nutrients 2021 Sep, 13(9), 3239.doi:10.3390/nu13093239;

6.     Kruger, C.L. et al. Food Chem. Toxicol. 2002, 40, 1535–1549.

7.     Cena, H. et al., Eur. J. Nutr. 2008, 47, 1–9. ; 6. Cena, H. et al., Public Health Nutr. 2009, 12, 1878–1884

8.     Johnson, E.J. et al J. Am. Diet. Assoc. 2010, 110, 1357–1362; 4. Thoene, M. et al. Nutrients 2019, 11, 134

9.     Oostenbrug G. S., et al. Maternal and neonatal plasma antioxidant levels in normal pregnancy, and the relationship with fatty acid unsaturation. Br J Nutr. 1998 ;80(1):67. doi: 10.1017/s0007114598001780.

10.  Sherry C.L., et al. Lutein supplementation increases breast milk and plasma lutein concentrations in lactating women and infant plasma concentrations but does not affect other carotenoids. J Nutr. 2014 ;144(8):1256. doi: 10.3945/jn.114.192914.

11.  Cena, H. et al., Lutein concentration in human milk during early lactation and its relationship with dietary lutein intake. Public Health Nutr. 2009, 12(10), 1878. doi:10.1017/S1368980009004807