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South America
Pig drinking water

Como a Temperatura Afeta o bem-estar dos Suínos?

O controle da temperatura nas granjas de suínos é um fator muitas vezes “esquecido” pelos produtores e/ou técnicos. Contudo, a temperatura é a variável ambiental que mais afeta o bem-estar do animal.

Os suínos são animais homeotermos, ou seja, controlam sua temperatura interna quando submetidos a variações de temperatura. Entretanto, apresentam o sistema termorregulador pouco desenvolvido, sendo sensíveis ao frio quando jovens e sensíveis ao calor quando adultos. Além disso, possuem poucas glândulas sudoríparas na pele, os tornando menos eficientes na resposta ao calor.

Quando fora da sua zona de termoneutralidade, ocorrem reações para o auxílio do controle desta temperatura, como aumento de fluxo sanguineo na pele, aumento da frequência respiratória e modificações no metabolismo. Tais processos requerem energia, afetando o desempenho.

Temperatura da zona de conforto térmico dos suínos

Tabela 1: Temperatura da zona de conforto térmico dos suínos:

Fonte: Adaptado Dias et al., 2014

Estresse Calórico e o Cortisol

Em situações de estresse calórico há a produção de cortisol, cuja função é aumentar o açúcar no sangue para ajudar o sistema imunológico e ajudar no metabolismo. Níveis altos de cortisol inibem a função reprodutiva, a imunidade (nata e adquirida), aumentam a frequencia respiratória e fluxo sanguineo para coração, pulmão e cérebro. Consequentemente, há um menor consumo e digestão da ração.

Duas categorias que sofrem muito com o estresse calórico são fêmeas em lactação e suínos na fase de engorda.

Fêmeas em Lactação

Porca amamentando leitões

A maternidade é o setor de maior desafio, pois as matrizes e os leitões apresentam diferentes temperaturas de conforto térmico.

A temperatura ambiente ideal para as fêmeas em lactação é de 15 a 17oC. Acima de 20oC as fêmeas tendem a diminuir o consumo de ração:  a cada 1oC acima do ideal, o consumo cai em 100 gramas de ração/dia.

O baixo consumo de ração terá impactos na lactação, no desempenho dos leitões e na gestação seguinte. Com menor consumo de ração, a produção de leite, principal alimento do leitão, será menor, resultando em leitões com menor peso no desmame. A excessiva mobilização de gordura e massa muscular durante a lactação (acima de 12%) leva ao aumento dos dias não produtivos (DNP), menor sobrevivência embrionária e leitegada menor ao nascimento.

Estresse Calórico em Suínos

Esquema 1 - Efeitos de altas temperaturas em fêmeas em lactação.

Suínos na Fase de Engorda

Com o aumento da temperatura o desempenho dos suínos piora, pois ocorre queda no consumo de ração e deslocamento da energia - que antes era para a deposição de tecido muscular - para manter a temperatura corporal adequada.

Efeitos do aumento de temperatura em Suínos

Esquema 2 - Efeitos de altas temperaturas em suínos na fase de engorda.

*Ganho de peso diário

**Conversão alimentar

***Espessura de toucinho

Foi realizado um estudo meta-analítico com 71 trabalhos e os autores estimaram que, para um suíno de 50 kg de peso vivo (PV), quando a temperatura sobre de 25 para 30oC, há redução no ganho de peso diário (GPD) de (-) 18 gramas/dias para cada oC.

No consumo de ração (CDR), ocorreu redução de (-) 10,9 gramas/dia à 25oC, e (-) 24,6 gramas/dia à 30oC.

Para a conversão alimentar (CA), há aumento de (+) 0,20 (base de 2,7) quando a temperatura sobe de 30 para 36oC.

Resumindo:

50 kg PV :

  • GPD: (-) 18 gramas/dia de 25 para 30oC
  • CDR: (-) 10,9 gr/dia à 25oC e (-) 24,6 gr/dia à 30oC
  • CA: (+) 0,20 na CA (base de CV de 2,7) de 30 para 36oC

 

Como o Uso do Cromo pode ajudar?

KemTRACE™ Cromo

O Cromo é um mineral com função relacionada ao metabolismo da glicose. Potencializa a ação da insulina e com isso há maior e melhor entrada de glicose para as células - principalmente as musculares.

Há necessidade de suplementação de Cromo através da ração, pois o Cromo de origem vegetal está na forma complexa e, assim, não disponível para o animal. O Cromo na forma orgânica é o mais indicado, pois pouca quantidade de Cromo é armazenada no tecido animal e o organismo, em situação de estresse, necessita de rápida mobilização.

O KemTRACE™ Cromo é um produto desenvolvido pela Kemin, no qual o Cromo está ligado ao Ácido Propiônico, que, por ser um ácido de cadeia curta, é disponível e absorvido.

Cadeia de Cromo

 

O KemTRACE™ Cromo foi o primeiro produto permitido para suínos pela FDA em 2000, sendo utilizado até hoje por grandes indústrias.

KemTRACE™ Cromo é uma excelente ferramenta para amenizar os danos do estresse calórico na produção de suínos.

O uso do KemTRACE™ Cromo em matrizes permite melhor aproveitamento do alimento, com consequente maior produção de leite e melhor recuperação da matriz para a gestação seguinte.

Resultados do uso do KemTRACE™ Cromo em uma granja comercial de 65 mil matrizes:

-  (-) 5,17 dias não produtivos;

-  (+) 0,2 partos / matriz / ano;

-  (+) 0,1 leitão vivo / leitegada;

- (+) 0,25 leitões vivo / parto / ano

KemTRACE™ Cromo no crescimento e terminação demonstrou melhor GPD e CA, com menor deposição de ET (espessura de toucinho) e maior AOL (área de olho de lombo) nas carcaças.

Uso de Cromo em Granjas de suínos

Tabela 2: Resultados do uso de KemTRACE Cromo

Clique para saber mais sobre o KemTRACE™ Cromo.


Fontes:

Kemin Internal Document: PRE-17-00266

Bem-estar dos suínos, Dias et al., 2014

Produção de suínos: Teoria e prática, ABCS 2014